Deejay's in Jamaica


“NO MATTER WHAT THE PEOPLE SAY / THESE SOUNDS LEADS THE WAY / IT’S THE ORDER OF THE DAY / FROM YOUR BOSS DEEJAY I KING STITT / HAUL IT FROM THE TOP TO VERY LAST DROP”

Texto de Toni Face (Fanzine Liquidator) traduzido e adaptado por Lívio Laos.

Já era início da década de 60, e os Deejay’s começavam a deixar suas marcas na indústria da música jamaicana. Até então Count Matchuki e Sir Lord Comic eram os únicos que ocasionalmente eram convidados para os estúdios de gravação para temas instrumentais, sendo posteriormente solicitados a serviços dos Sound Systems.

Incialmente os deejays eram algo a mais que seletores dos Sound Systems, e assumiram o papel, seguindo os passos de Winston “Count Matchuki” Cooper, que havia começado nos primeiros anos da década de 50 com precários conhecimentos de efeitos de som, até anos após ser reconhecido como artista durante suas gravações.

A alternativa veio em 1969, quando King Stitt, um deejay da gravadora de Coxsone, apontado como “O Feio”, por ter a face desfigurada de nascimento, gravou uns quantos temas para o produtor Clancy Eccles. Clássicos como Fire Corner, Vigerton 2 e Herbsman Shuffle foram responsáveis para abrir espaço a deejays posteriores. O primeiro a ter êxito considerável dentro desta cena foi U Roy que, inspirado em Matchuki, popularizou seu estilo de fazer toasting para o Doctor Dickies Dynamic System em meados de 60’s. Em 1969, uniu suas forças com King Tubby chegando a chamar a atenção do produtor de Kingston Arthur Duke Reid, que os levou a seu estúdio situado em Bond Street para que fizessem toasting em cima das bases de dois antigos hits de Rocksteady. Uma vez publicadas, essas canções tituladas agora como Weak The Town e Rule The Nation, foram importantes, sendo a ponta da lança para outros deejays que começaram a gravar discos já nos meses seguintes.

Os produtores, vendo o crescente êxito desse estilo, começaram a buscar novos talentos e quem se destacou nesse momento foi Dennis “Alcapone” Smith. Desde 1970 até 1973, ano em que foi viver no UK, Alcapone era o Deejay mais prolífico, gravando materiais para quase todos os produtores jamaicanos chegando a destacar sua rivalidade com U Roy em termos de popularidade.

Outros artistas que se destacaram nesse período foram David “Scotty” Scott, Dave Barker e Lloy Young, todos eles tendo feito carreira na Jamaica como vocalistas. U Roy, de qualquer forma, seguiu liderando o estilo até meados de 70’s, mantendo sua fama com uma série de êxitos locais, obtidos pela maioria dos produtores.

Uma vez quem Dennis Alcapone havia se mudado à UK, o novo rival com que U Roy se encontraria era I Roy. Esse viria a trabalhar em diversos Sound Systems de Spanish Town e começou gravando vários discos, baseados nos estilos de Alcapone e U Roy conseguindo em pouco tempo chegar a ter seu estilo único, que o levou a experiências de toasting até então desconhecidas.

Foi nessa mesma levada, que surgiu Big Youth, considerado o último entre os principais Deejays da história da velha escola de música jamaicana.



2 comentários:

Filipote Acapulco disse...

Excelente hein rapaz! linkemos os blogs aew!

http://filipote.blogspot.com

um abrah!

Clara disse...

Adorei!!